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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A motivação da defesa com afinco



Que o voto, na prática, não é tão mais secreto, todo mundo já sabe. Sem falar nos militantes, podemos ver que muitos eleitores abrem o voto e defendem publicamente seus candidatos nas ruas, no trabalho, seja onde for.
Mas qual será o motivo que essas pessoas têm para colar adesivos em seus carros, tentar convencer outras pessoas a votar no seu candidato e vestir, literalmente, a camisa dele?


Mudanças A aposentada Eliane Moura, que está insatisfeita com o atual governo comandado pelo presidente Lula (PT), diz que vai votar em José Serra (PSDB), porque quer ver o país mudando com novas propostas. Como ex-funcionária federal, ela queixa do descaso e falta de investimentos do governo do PT, principalmente em setores como a saúde e educação. "Sem saúde ninguém consegue estudar, e sem estudar, não consegue enxergar o que acontece no país”. E acrescenta: "As pessoas têm que pensar muito na hora de votar. O brasileiro tem que ver o que está acontecendo no país, pensar em quem vai governar o Brasil durante quatro anos e não só em benefícios a curto prazo”, afirma.

Eliane Moura acredita na dobradinha saúde e educação para uma verdadeira mudança na estrutura do país 

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Ideal Luciana Nunes, que atualmente cursa Serviço Social na PUC Minas, conta que o motivo que a faz defender publicamente Dilma Rousseff (PT) é a crença no projeto de governo da candidata. “É um projeto que a gente viu que deu certo, especialmente na área social. Nunca se viu tantas pessoas entrando na faculdade e saindo da linha de miserabilidade, e por isso é um projeto que eu defendo”, argumenta. A estudante acredita também que para o governo dar certo é importante levar em conta toda a população e principalmente as áreas de maior risco social.




Luciana Nunes participou do movimento “Abraço na Contorno”, e vê a possibilidade de concretização de um ideal em que ela acredita


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Experiência “Esse ano está difícil escolher o candidato. Não estou satisfeito com nenhum dos dois, mas como não acho certo votar nulo e nem branco, escolhi alguém que eu conheço mais”. É o que pensa João Alves, que no primeiro turno votou na candidata do PV, Marina Silva, na esperança de ver suas propostas saírem do papel. Agora que ela não foi eleita, o mecânico aposta no candidato tucano para a presidência. “Na verdade, não tive muita escolha. Não conhecia bem a Dilma e não gostei dela usar o Lula para se promover. Aí resolvi apoiar o Serra, que já fez muito pela saúde”, diz.

Na dúvida, João Alves optou por defender um candidato 
em que ele acredita ter mais experiência na carreira política

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Tradição Alexandra Braz, que no momento está desempregada, diz estar satisfeita com a atual política nacional. “Há oito anos, a gente não tinha os benefícios que temos hoje. Tem muita gente na favela fazendo faculdade graças ao ProUni”, afirma.
Ela diz que começou a votar no PT por influência da irmã, e que por ver tantas mudanças, nunca trocou de partido. “Ela dizia que a gente tinha que ir contra o proletariado. A gente vai crescendo e começa a entender. No meu tempo, por exemplo, não existiam tantos benefícios. É por isso que eu acredito que a Dilma vai melhorar o que o Lula já fez e vai fazer mais ainda pelo povo”.

Alexandra Braz votou pela primeira vez influenciada pela irmã. 
Esse ano ela incentivou a família toda a torcer pela sua candidata


Fotos: Laura Zschaber


♫ ♪ Podcast do dia:  Uma eleição suja ♫ ♪



        Torcer pelo candidato faz bem, porém o que anda se vendo nessas eleições é uma torcida longe de ser saudável. Essa atitude pode ter sido motivada pela pela falta de decoro dos próprios políticos. É que a troca de farpas entre os rivais, coisa muito comum, ainda mais no segundo turno, chegou a um nível muito baixo. O que se vê durante os comícios e passeatas é pessoas agindo de forma violenta e desrespeitosa. 
       Mais uma vez, a jornalista e cientista política especializada em eleições Lúcia Hippolito nos conta, em entrevista à rádio CBN na última quinta-feira, 21, um pouco do que está acontecendo nas ruas. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia de tristeza e alegria para Aécio




     
       O dia de ontem não foi fácil para Aécio Neves, que pleitava nessas eleições, uma das vagas no senado. É que poucos minutos antes de ser eleito com 7.565.377 votos – 39,47% dos considerados válidos –, o ex-governador de Minas Gerais recebeu a notícia de que seu pai, o ex-deputado federal Aécio Ferreira da Cunha, havia morrido.

Aécio chega ao velório do pai, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais 

       Na manhã de ontem, o pai do senador foi internado no hospital Lifecenter e por volta das 16h, faleceu em decorrência de uma insuficiência hepática. Aécio, que ia viajar para Juiz de Fora, onde acompanharia o voto do parceiro de coligação, Itamar Franco, acabou permanecendo na capital.
       No velório, que teve início às 7h de hoje no Salão Nobre da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, vários políticos compareceram, dentre eles José Alencar, Márcio Lacerda, José Serra e Geraldo Alckmin. O corpo do ex-deputado federal foi cremado às 14h, no cemitério Parque Renascer, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Aécio Cunha e o filho, Aécio Neves, posam para foto em evento na capital 

Histórico
       Aécio Cunha morreu ao 83 anos deixando para trás uma intensa carreira na política. Foi eleito deputado estadual por duas vezes, deputado federal por seis vezes e também atuou como membro das Comissões de Orçamento, de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia. Além disso, em 1986 ele se candidatou a vice-governador de Itamar Franco, mas não chegou a ser eleito.




♫ ♪ Podcast do dia:  Projetos e Agradecimentos  ♫ ♪       

Depois de um dia tumultuado, o ex-governador de Minas, Aécio Neves deu entrevista à imprensa pela primeira vez na tarde de hoje, depois de eleito. Na coletiva, ele falou sobre sua vitória, sobre a morte do pai e agradeceu ao eleitores por votar em Anastasia. O jornalista André Sales, da rádio Band News, acompanhou a entrevista. Confira abaixo na íntegra. 




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vale tudo na disputa pela cadeira do Palácio do Planalto?


A um mês das eleições, o que se vê é uma corrida acirrada para ver quem chega primeiro. É nessa hora que muitos candidatos se desesperam e fazem de tudo para alcançar seus objetivos.

Na semana passada, o caso da quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ganhou espaço na internet, nos noticiários de TV, nos jornais, nas revistas e também no twitter. O candidato tucano, que de acordo com Pesquisa DataFolha da última segunda-feira, dia 6, tem apenas 28 porcento dos votos contra 50 da candidata do PT, Dilma Rousseff, passou a usar o fato para angariar votos, acusando a petista de ser responsável pelo, que chamou de “ato criminoso”.

Em seu blog, a jornalista e cientista política, especializada em eleições, Lucia Hippolito, critica a postura do governo perante o episódio. Para ela, o assunto está sendo tratado com bastante leviandade e descaso, sendo que abala a credibilidade de uma instituição do Estado brasileiro, a Receita Federal. A jornalista também critica o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, por ter declarado que "Vazamento sempre houve". A sensação é de que não haverá investigação para pôr fim a essas irregularidades e que vale tudo para proteger a candidata e sua campanha.

Já o também jornalista Reinaldo Azevedo, que possui uma coluna na revista Veja, criticou, no último dia 7, a ação do presidente Lula. Para proteger Dilma das acusações, o político chamou o tucano José Serra de “o candidato da turma do contra”, aquele que “torce o nariz para tudo”, e acusou a oposição de inventar mentiras cometendo um crime contra o Brasil e de ter preconceito contra a mulher. Depois de ver Lula usando sua popularidade para pedir carta branca à sociedade para fazer o que bem entende, Reinaldo afirma que o presidente não tem compromisso nenhum com a democracia e após, acusar o PT da quebra de sigilo, o jornalista comparou as ações com a ditadura. Fazendo referências ao fato histórico, ele argumentou que o partido fraudou o sigilo fiscal e bancário de adversários, organizou bunkers de bandidos para produzir dossiês e quis criar constrangimentos morais para que as pessoas exercessem o direito de recorrer à Justiça.

Já a revista Época, em matéria de capa publicada na edição do dia 4, afirmou que “em queda nas pesquisas, José Serra explora o grave crime da violação do sigilo fiscal de sua filha Veronica para tentar levar a eleição presidencial para o segundo turno”. Segundo a publicação, o ocorrido foi o que faltava para tirar as eleições presidenciais de um desfecho previsível no primeiro turno. O tucano, que não tinha argumentos para encarar a disputa com Dilma, que até então tinha grande índice de aprovação, passou a ter um rumo e talvez consiga evitar que tudo acabe no dia 3.
O interessante dessa matéria, é que mesmo ninguém sabendo o que pode acontecer, ela aponta alguns possíveis pontos de vista que o eleitor pode ter sobre o escândalo.
Para a tristeza do PSDB, o caso pode cair no esquecimento do eleitorado, por ser um caso distante do cotidiano da maioria deles, e também por estarem ultimamente animados com as facilidades de crédito, a expansão do poder de consumo e o crescimento da economia. Por outro lado, a memória dos cidadãos pode ser refrescada trazendo de volta à tona, o episódio dos aloprados. Nas eleições de 2006, quando Geraldo Alckmin enfrentava o atual presidente Lula, petistas foram presos em flagrante depois de tentar comprar, com dinheiro de origem ilegal, um dossiê contra tucanos.

Como visto, existem diversos lados do episódio, muitos argumentos e pontos de vista, “e o efeito eleitoral do escândalo ainda é incerto”.
O que nos resta é acompanhar o rumo e as consequências disso projetadas no dia da votação.


  ♪ Podcast do dia:  Bagunça na política   ♪

Em programa veiculado na rádio CBN, no dia 3, o escritor e crítico Arnaldo Jabor também comentou o fato. Ouça abaixo “Os sigilos quebrados e os vários conceitos de democracia”.